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Dados zero-party vs. first-party vs. third-party explicados

O que distingue os dados zero-party, first-party e third-party, o que mudou com os limites ao tracking nos navegadores e como criar uma estratégia com dados que são seus.

Dados zero-party vs. first-party vs. third-party explicados

Dados zero-party vs. first-party é um daqueles temas em que os termos parecem mais complicados do que são. Ambos são dados que recolhe por si. A diferença está em como os obtém: os dados zero-party são o que as pessoas lhe dizem de propósito, e os dados first-party incluem também o que as vê fazer. Os dados third-party são os que compra ou obtém de outra entidade.

Este guia explica os três tipos de dados, compara-os lado a lado, analisa o que mudou com as restrições ao tracking nos navegadores e mostra como criar uma estratégia de dados first-party que não dependa de cookies.

Os três tipos de dados definidos

Dados zero-party

Informação que um cliente partilha intencional e proativamente com uma marca. O termo vem da Forrester Research, como explica a Salesforce. Pense em respostas a quizzes, preferências de produtos, planos de compra e escolhas de comunicação.

Dados first-party

Informação que recolhe diretamente junto do seu próprio público, nos seus próprios canais. Inclui os dados zero-party, mais o comportamento que observa: compras, visitas ao website, aberturas de e-mails, utilização da app e histórico do apoio ao cliente. São seus, e sabe de onde vieram.

Dados third-party

Informação recolhida por uma empresa que não tem uma relação direta com a pessoa e que depois é vendida ou partilhada. Exemplos clássicos são os segmentos de público de data brokers e o tracking entre sites através de cookies de terceiros.

Também vai encontrar o termo dados second-party: os dados first-party de outra empresa, partilhados consigo através de uma parceria. São menos comuns, mas podem fazer sentido em campanhas de co-branding.

Dados zero-party vs. first-party vs. third-party: origem, consentimento, precisão e custo

Dados zero-partyDados first-party (observados)Dados third-party
OrigemA pessoa diz-lheVê o que fazem nos seus canaisOutra entidade recolhe-os
Consentimento e transparênciaElevados: a pessoa sabe que está a partilharDepende da sua configuração de cookies e privacidadeMuitas vezes baixos: a pessoa pode não saber que os tem
PrecisãoElevada para preferências e intenções, se perguntar bemElevada para comportamentos, mas tem de adivinhar o motivoVariável, muitas vezes difícil de verificar
AtualidadeTão atuais como a sua última perguntaAtualizam-se à medida que as pessoas interagemDesconhecida
CustoPrecisa de dar às pessoas um motivo para partilharPrecisa de canais e ferramentas própriosTaxa recorrente, partilhada com a concorrência
ExclusividadeSó seusSó seusTambém disponíveis para outros

A conclusão: os dados zero-party e first-party são seus, e consegue explicar de onde vieram. Os dados third-party são fáceis de comprar, mas difíceis de confiar e cada vez mais difíceis de usar.

O que mudou com as restrições ao tracking nos navegadores

Durante anos, os cookies de terceiros permitiram aos anunciantes seguir as pessoas de website em website. Isso tem vindo a mudar, embora não de forma linear:

Portanto, os cookies de terceiros não morreram em todos os navegadores, mas estão bloqueados ou limitados em alguns dos mais usados, e os banners de consentimento na UE fazem com que muitas pessoas os recusem de qualquer forma. O resultado é o mesmo para os profissionais de marketing: os dados obtidos através do tracking entre sites são incompletos, e os dados que recolhe por si, com consentimento, valem mais. É isso que normalmente se quer dizer com marketing sem cookies: não zero cookies, mas uma estratégia que não depende de seguir as pessoas nos websites de outras empresas.

Criar um motor de dados first-party

Uma estratégia de dados first-party é um ciclo simples: obter autorização, saber mais, usar isso para enviar mensagens melhores, repetir. A Toyota Dinamarca é um bom exemplo. A sua configuração tem três passos:

  1. Recolher autorizações. A aquisição baseada em autorização trouxe 21 226 novas permissões de e-mail.
  2. Educar os consumidores enquanto enriquece os dados. Os subscritores novos e existentes passaram para quizzes sobre carros elétricos e os modelos da Toyota. 22 352 pessoas completaram o inquérito final.
  3. Converter interesse em vendas. Fluxos de e-mail personalizados e baseados no comportamento contribuíram para 768 vendas de veículos atribuídas à campanha.

Segundo o caso da Toyota, cerca de 35 % de todas as vendas da Toyota na Dinamarca podem ser associadas por e-mail a esta base de dados com consentimento.

Não precisa do orçamento da Toyota para trabalhar da mesma forma. Os princípios são os mesmos:

  • Seja dono da relação. Faça crescer as suas listas de e-mail e SMS, o seu clube de fidelização e as suas contas de cliente.
  • Pergunte, não se limite a adivinhar. Acrescente dados zero-party ao comportamento que já observa.
  • Ligue as suas ferramentas. Dados presos numa folha de cálculo não servem para nada. Envie-os para o seu CRM ou plataforma de e-mail.
  • Mantenha-os atualizados. A vida das pessoas muda. Volte a perguntar em campanhas posteriores.

Onde entram as campanhas interativas

As campanhas interativas são uma das formas mais práticas de recolher os dois tipos de dados que são seus:

  • Autorizações (first-party): uma raspadinha, uma roda da sorte ou um calendário dão às pessoas um motivo para se registarem. Saiba mais sobre geração de leads.
  • Preferências e intenções (zero-party): quizzes, testes de personalidade, inquéritos e localizadores de produtos permitem às pessoas dizer-lhe do que gostam. Veja enriquecimento de dados.
  • Comportamento (first-party): vê quem jogou, quando, com que frequência e a partir de que canal.

Como as pessoas escolhem participar, a troca é clara: um minuto divertido e uma hipótese de ganhar em troca dos seus dados e respostas. O nosso artigo sobre como a gamificação transforma a recolha de dados numa vitória para todos aprofunda essa ideia e, se está a pensar onde guardar e combinar tudo isto, leia as nossas principais conclusões sobre customer data platforms.

Lista de verificação: auditar as suas fontes de dados

Use esta lista de verificação para ver em que ponto está:

  1. Liste todas as fontes de dados de clientes que usa hoje: análise do website, ferramenta de e-mail, CRM, plataformas de anúncios, clube de fidelização, parceiros de dados.
  2. Classifique cada fonte como zero-party, first-party ou third-party.
  3. Verifique o consentimento de cada uma. Consegue mostrar como e quando as pessoas concordaram? Pergunte ao seu consultor jurídico de que documentação precisa.
  4. Encontre as lacunas. O que adivinha hoje que poderia simplesmente perguntar? Interesse em produtos, prazos, canal preferido?
  5. Verifique a atualidade. Quando atualizou pela última vez as preferências dos seus subscritores mais antigos?
  6. Verifique o fluxo. Os dados de campanhas, formulários e quizzes chegam automaticamente ao seu CRM ou plataforma de e-mail?
  7. Reduza a sua dependência de dados third-party. Que campanhas continuariam a funcionar se uma fonte third-party desaparecesse amanhã?
  8. Planeie uma campanha para preencher a maior lacuna. Por exemplo, um localizador de produtos para saber o que as pessoas procuram.

Perguntas frequentes

Os dados zero-party fazem parte dos dados first-party?

Sim. Os dados zero-party são um subconjunto dos dados first-party: a parte que as pessoas partilham de propósito, como respostas e preferências.

Recolher os dados por si resolve a questão da privacidade?

Por si só, não. Recolher os dados por si não define como os pode usar. Seja claro com as pessoas sobre o que recolhe e porquê e obtenha aconselhamento jurídico sobre o que se aplica à sua configuração.

Os cookies de terceiros acabaram?

Não em todo o lado. O Safari e o Firefox bloqueiam-nos ou restringem-nos por predefinição, enquanto o Chrome manteve a sua abordagem em 2025. Seja como for, uma estratégia baseada nos seus próprios dados é mais estável.

Este artigo contém informação geral e não constitui aconselhamento jurídico. As regras variam de país para país e mudam ao longo do tempo, por isso verifique as regras em vigor e obtenha aconselhamento jurídico antes de lançar uma campanha.

Comece a criar dados que são seus

A sua próxima campanha é um bom ponto de partida para criar dados que são seus. Comece o seu teste gratuito de 14 dias e configure um quiz ou um jogo que faz crescer a sua lista e descobre o que os seus clientes querem, ou marque uma reunião para o planear connosco.

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